quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Perspectivas para 2008 (e além)

Toda época é marcada por um ou um conjunto de acontecimentos. Guerras, epidemias, revoluções e afins são considerados eventos marcantes e determinantes de vários períodos distintos ao longo da história. Em 1º de Janeiro de 2008 começou o penúltimo ano desta década, que até agora se mostrou uma "Era dos Extremos" muito mais radical que o "breve século XX" descrito pelo historiador Eric Hobsbawm com sua bipolaridade mundial e o perigo de uma guerra nuclear total. Os anos 2000 foram marcados por eventos rápidos, impactantes e de alcance global, como as crises econômicas e políticas, a Guerra Contra o Terror e o aquecimento global. Sem dúvida alguma, este último será o mais marcante dos males da primeira década do século XXI.
Não é de hoje que a crise ambiental é considerada um problema grave. Desde o fim da Guerra Fria em finais de 1991, percebe-se uma crescente preocupação com o meio ambiente e seus problemas. Desde a década passada, grandes eventos tiveram como motivação a crise ambiental, que já teve diferentes faces como o buraco da camada de ozônio e o aquecimento global. Da ECO 92 realizada no Rio de Janeiro até o conturbado Protocolo de Kyoto em 97, governos, estadistas e ambientalistas vêem discutindo acerca do grande problema da degradação do planeta Terra.
A virada do milênio trouxe uma visão cada vez mais ampliada e crítica dessa crise. Pode-se dizer que, nos anos 90, o objetivo era determinar as causas dos problemas ambientais. Na década atual, o objetivo passa a ser o de combater a crise ambiental. Mas porque o problema da degradação ambiental é tão importante? O que a crise ambiental tem em comum com guerras, epidemias e revoluções?
Pode parecer um exagero, mas não é. Assim como os eventos marcantes do passado, a crise do meio ambiente é uma ameaça à sobrevivência humana. Na verdade, a crise ambiental é um problema ainda maior, pois não ameaça à vida de uma comunidade, país ou continente, mas de toda a espécie humana, ou melhor, de toda a vida na Terra. Entre alarmismos e ceticismos nascidos pelos mais variados motivos uma coisa é fato, nunca na história humana o meio ambiente global foi tão degradado como nos últimos trezentos anos e nunca as mudanças climáticas foram tão bruscas e desastrosas. E nós somos a causa disso tudo.
Isso mesmo. O desastre ambiental que aí está é culpa de cada ser humano deste planeta e afeta a todos nós. Não adianta jogar a culpa em governos, empresas, vacas, árvores ou que for. O estrago já foi feito. Resta apenas consertá-lo, ou encarar as conseqüencias.
Para resolver essa crise, é necessária a participação de cada um, seja como cidadão, como empresário, ambientalista ou governante. É necessária a participação de todos. Todos os aspectos da vida humana são afetados pela degradação ambiental e todos eles podem contribuir à sua maneira para uma melhora. O problema ambiental é preocupação de todos os campos do saber acadêmico e todos podem procurar soluções para melhorá-lo dentro se suas possibilidades.
Se você não tem planos para um ano novo há uma sugestão, faça a sua parte. Plante árvores, ande de bicicleta, para de comer carne, pesquise novas tecnologias, recicle seu lixo, economize água, mude seus hábitos, economize energia, limpe a sua rua, qualquer coisa que você puder fazer, por menos que seja, é uma contribuição para a melhora do meio ambiente. Não se trata de mudar drasticamente o seu modo de vida, mas de tomar pequenas atitudes que trarão benefício a você e a muitos outros. Pense nas gerações futuras e no mundo que elas herdarão e coloque-se no lugar delas, você gostaria de receber esse mundo? Se existe uma coisa mais marcante do que uma grande crise, são as ações daqueles que tentam combatê-la.
"Se não puder fazer tudo, faça tudo o que puder."
"Tudo que temos que decidir é o que fazer com tempo que nos é dado."

Um comentário:

Alvarom disse...

Parabéns Guga, pela clareza do texto e apelo final para assumirmos nosso compromisso enquanto cidadãos.
Tenha um 2008(e além)com muita iluminação em suas idéias e principalmente muitas alegrias.
Álvaro