sexta-feira, 10 de julho de 2009

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Recessão leva 90 milhões de pessoas à extrema pobreza, diz ONU

Reuters - 06/07/2009 10:32

REUTERS // REUTERS

Por Robert Evans

GENEBRA (Reuters) - A recessão econômica reverteu 20 anos de declínio da pobreza mundial e deve colocar em 2009 mais 90 milhões de pessoas no ranking dos que passam fome no planeta, um aumento de seis por cento em relação aos dados atuais, informou a ONU nesta segunda-feira.

A estimativa, apresentada num relatório sombrio sobre um programa desenvolvido há dez anos pela ONU para conduzir países pobres ao desenvolvimento até 2015, indica que 17 por cento dos 6,8 bilhões de habitantes do mundo estarão classificados como extremamente pobres no fim de 2009.

"Em 2009, entre 55 a 90 milhões de pessoas a mais do que o previsto antes da crise estarão vivendo em extrema pobreza", diz o relatório, apresentado em Genebra pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.

Intitulado "Relatório de Metas de Desenvolvimento do Milênio", o documento também alerta que o recente declínio na ajuda externa -- apesar das promessas de países ricos de aumentar o fluxo de recursos -- provavelmente vai causar mais doenças e agitação social no hemisfério sul.

Em um discurso no Conselho Econômico e Social da ONU (Ecosoc, na sigla em inglês), Ban fez um apelo às nações industrializadas do Grupo dos Oito para que aumentem a ajuda, especialmente para a África, no próximo ano, dizendo que as promessas feitas por eles anteriormente ficaram aquém do anunciado.

"Faço um chamado ao G8 para explicitar, país por país, como os doadores ampliarão a ajuda à África no próximo ano", disse Ban em um discurso voltado para o encontro do G8 entre 8 e 10 de julho, em Aquila, cidade no centro da Itália, do qual ele participará.

"A credibilidade do sistema internacional depende de quanto os doadores aportarão", acrescentou. "A decência humana e a solidariedade mundial exige que nos unamos pelos pobres e os mais vulneráveis entre nós", afirmou Ban, em outra reunião, mais tarde.

Em uma cúpula na Escócia, em 2005, líderes do G8 prometeram elevar a assistência aos países em desenvolvimento a cerca de 50 bilhões de dólares até 2010, da qual metade iria para a África. Mas a ajuda continuou sendo de pelo menos 20 bilhões de dólares a menos do que a meta fixada em Gleneagles, na Escócia, disse ele.

Os recursos poderiam ajudar a mudar muitas vidas, mas o atraso na entrega combinado às mudanças climáticas e à crise financeira estão reduzindo o progresso nos países pobres, afirmou Ban no início de três semanas de reuniões do Ecosoc, em Genebra.

As pessoas que vivem na pobreza -- definida pela ONU como as que têm rendimentos de menos de 1,25 dólares por dia - já sofreram bastante com a crise financeira e econômica nos últimos dois anos.

De acordo com dados da ONU, em 1990 a proporção de pessoas que passavam fome era de 20 por cento da população mundial, mas em 2005 caíra para 16 por cento -- número que refletiu o aumento da prosperidade, especialmente na Ásia, estimulada pela expansão do comércio mundial.

A reversão começou em 2008, em parte como consequência do aumento dos preços dos alimentos no mundo, diz o relatório. Embora o custo dos produtos básicos tenha voltado a cair por volta do fim do ano passado, isso não tornou os alimentos mais acessíveis para a maioria das pessoas no mundo.

(Reportagem adicional de Stephanie Nebehay e Laura MacInnis)

Fonte: http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=20661020

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Pobres trabalham o dobro para pagar impostos

Quem ganha até 2 salários mínimos dedica 197 dias do ano para contribuições. Entre os que recebem mais de 30 salários mínimos, são 106 dias

Quem ganha menos no Brasil sofre mais com o peso dos tributos. Essa é uma das principais conclusões do estudo "Receita pública: quem paga e como se gasta no Brasil", divulgado na tarde desta terça-feira, dia 30, no Ipea. O texto, integrante do Comunicado da Presidência do Ipea nº 22, é dividido em três partes. A primeira, inédita, mostra o impacto da Carga Tributária Bruta (CTB) do ponto de vista funcional. A segunda, do ponto de vista do indivíduo. A terceira, por despesa pública.

A renda nacional, com base no Sistema de Contas Nacionais do IBGE, pode ser dividida em rendimento dos proprietários (empregador e conta própria) e dos não-proprietários (empregados). Entre os proprietários, a incidência de tributos corresponde a 13,6% da renda. Já entre os não-proprietários, a CTB é equivalente a 24,4% da renda. O estudo, fruto de um convênio inédito assinado em abril entre o Ipea e a Receita Federal, foi divulgado por Marcio Pochmann, presidente do Instituto. O evento teve transmissão on-line, e jornalistas puderam fazer perguntas por e-mail.

Uma constatação importante no Comunicado nº 22 é a de que os brasileiros com remuneração de até dois salários mínimos (SM) precisam trabalhar praticamente o dobro de dias daqueles com renda maior que 30 salários mínimos apenas para pagar tributos. Quem ganha até 2 SM trabalha 197 dos 365 dias do ano com o objetivo de pagar tributos. Quem recebe mais de 30 SM, por sua vez, precisa trabalhar 106 dias.

"Os não-proprietários têm uma carta tributária bruta 78,1% superior à dos proprietários", explicou Pochmann. De acordo com o estudo, quem recebe até cinco salários mínimos tem carga tributária superior à média do País. Comentando a situação dos que possuem rendimento de até 2 SM, o presidente do Ipea ressaltou: "Mais da metade do que ele recebe é transferido para os cofres públicos, do ponto de vista bruto. Temos um enorme diferencial. Quem tem menos dinheiro paga mais imposto no Brasil".

Destino da arrecadação

O estudo divulgado pelo Ipea revela ainda onde são empregados os tributos arrecadados pela União. O texto destaca a previdência social, os juros, a educação e a saúde como os principais destinos dos recursos obtidos com tributos. Apenas aposentadorias e pensões urbanas, por exemplo, consomem 4,53% do PIB e 16,5 dias de trabalho do contribuinte. O programa Bolsa Família, que em 2008 beneficiou 11,6 milhões de famílias, é mantido por 0,38% do PIB e 1,4 dia de contribuição.

José Aparecido Ribeiro, técnico do Ipea, lembrou que é preciso avançar na "educação fiscal" da população, para ela ter mais consciência do quanto paga e do destino desses tributos. Pochmann concluiu que a parcela mais pobre dos brasileiros é também a mais impactada pela arrecadação porque há "forte presença de impostos indiretos" no Brasil. Essa parte da população destina grande parte de sua renda para itens muito tributados, como alimentação, habitação e transporte.

Fonte: IPEA

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Uma luta pela liberdade: Apoio à Revolução Verde no Irã

Uma imagem vale mil palavras. Quantas palavras valerá então um vídeo (ainda mais um filmado em ambiente de repressão)?



O vídeo acima mostra a realidade do Irã. Um povo que luta pela sua liberdade e pelos seus direitos. Um povo que luta por uma causa justa. Um povo que luta contra a opressão e a desonestidade de seus governantes. Tal luta somente pode ser uma luta justa, digna do apoio de todos aqueles que se dizem defensores da liberdade e da democracia!

Apoiar os movimentos pró-democracia no Irã não é simplesmente uma atitude política, é uma atitude humana! Uma atitude de solidariedade para com a dor e o sofrimento dos demais, mesmo aqueles que se encontram em lugares tão distantes. Independentemente de gênero, etnia, religião ou ideologia, é direito nato de todo e qualquer ser humano a liberdade. A liberdade de se expressar, de agir segundo sua consciência, de seguir a sua crença. Quem nega o direito de liberdade a um ser humano nega-lhe a sua própria condição humana, pois todos são livres desde seu primeiro suspiro, e devem assim permanecer até seu último sopro de vida.

Os iranianos estão lutando por sua liberdade. Não somente pela liberdade de escolher seus líderes, mas pela liberdade de se expressar, pela liberdade de terem suas opiniões consideradas, quaisquer sejam elas. Apoiar essa luta não é simplesmente contrariar o regime vigente. Apoiar essa luta é mostrar solidariedade com aqueles que são seres humanos como nós, que possuem os mesmos direitos que nós! É também mostrar respeito por nossos antepassados, que independentemente do "onde" ou do "quando", lutaram por sua (e consequentemente por nossa) liberdade em algum momento, assim como os iranianos o fazem hoje.

Quem compartilhar desse sentimento, diga alto e em bom som:

EU APÓIO A REVOLUÇÃO VERDE NO IRÃ!!!

LIBERDADE! SEMPRE!!

Luiz Gustavo Aversa Franco
18 de junho de 2009 - Brasília, DF

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Milhares de pessoas congestionam telefone de Lula pedindo veto à venda da Amazônia

NAS ÚLTIMAS 24 HORAS MAIS DE 14.000 PESSOAS LIGARAM PARA O GABINETE DA PRESIDÊNCIA PARA PROTESTAR A MP 458 - MP DA GRILAGEM



Votada na semana passada pelo Senado a Medida Provisória 458, também conhecida com a MP da Grilagem, irá privatizar 67 milhões de acres da Amazônia que são hoje um patrimônio da União avaliado em 70 bilhões de reais. A MP que deveria beneficiar pequenos agricultores foi alterada pela bancada Ruralista para beneficiar grandes proprietários que muitas vezes são responsáveis pelas violentas disputas de terra na região.

“Esta ação da população demonstra que há uma clara indignação dos brasileiros em permitir que a Amazônia, já absurdamente devastada, seja entregue mais ainda ao agronegócio. Os brasileiros têm orgulho da sua responsabilidade de proteger a Amazônia. A não ser que o Presidente Lula vete as provisões mais perigosas, ele estará condenando a Amazônia a especulação, desmatamento, destruição e violência” – disse Ricken Patel, Diretor Executivo da Avaaz.org, a organização civil que coordenou esta ação. .

As pessoas ligaram para o gabinete do Presidente Lula pedindo mudanças em três partes da Medida Provisória. As alterações garantiriam uma clara diferenciação entre quem são os pequenos agricultores, que realmente tem direito ao título legal das terras que ocupam; e o agronegócio que é o grande responsável pelo desmatamento e queimadas, e consequentemente por grande parte das emissões de carbono do país. As mudanças que precisam ser feitas pelo Presidente Lula são:

* Vetar os incisos II e IV do artigo 2º que permite a “ocupação e exploração indireta”. O veto aos incisos garantirá que apenas as pessoas que moram na terra tenham direito ao título legal.

* Vetar artigo 7º que permite dar títulos a empresas privadas. Somente pessoas físicas devem ter o direito de regularizar suas terras.

* Proibir a comercialização das terras por 10 anos após a regulamentação (ao invés de 3 anos como foi proposto) para evitar a especulação comercial das terras.
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AVAZZ